domingo, 13 de dezembro de 2009

Curso de informática na Educação Especial

UFRGS APOIA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul tem aberto espaços de discussão e formação de professores inclusive aqueles que se dedicam à inclusão de pessoas com deficiência.
A Universidade oferece cursos de formação dentre eles o Curso de Informática na Educação Especial. As pesquisas e debates gerados têm fomentado novos conceitos.
Um deles segundo a palestra virtual proferida pelo professor Cláudio Baptista destaca a importância da escola comum como grande veículo de inclusão.
Interessante ressaltar que as convicções se baseiam na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação inclusiva. Trazendo assim diretrizes para o apoio à inclusão dos alunos com deficiência nas classes comuns e não mais em ambientes diferenciados como escolas especiais.
O professor levanta os sentidos dados à Educação Especial historicamente, principalmente no que diz respeito às classes especializadas que seriam teoricamente o lócus da educação especial.
A partir da educação contemporânea as experiências européias transformam tais concepções com o fechamento de instituições especializadas abrindo espaços comuns a todos em escolas comuns. O que influenciou de certa forma a educação brasileira.
Tal palestra foi uma atividade proposta pelos formadores como enriquecimento do tema.
Como segunda referência à atividades desenvolvidas neste curso destaca-se a utilização da internet e recursos do Blogger na divulgação de idéias e até mesmo como ambiente de estudos. Cada participante deve com isso criar o seu blog com direcionamento do formador mas com características próprias a partir de suas escolhas e suas experiências.


Neide Oliveira – Dezembro 2009.

Acessibilidade e tecnologia assistiva

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Tecnologia sem limites




Com os olhos brilhando, atentos à tela, e a mãozinha sobre o adaptador ligado ao mouse, a pequena Camila Helena Pereira da Silva pressiona o equipamento quando, no monitor do computador, surgem as letras que ela deseja usar para escrever o seu próprio nome. Em pouco tempo, ela une as vogais e consoantes e, ao reconhecer o nome na tela, sorri. “Ela adora; a vida dela é esse computador. Se deixar, fica o dia inteiro”, diz a mãe, Cristiane Helena Pereira da Silva. Camila, que completa 12 anos amanhã, teve uma inflamação no cérebro quando tinha quatro meses. A encefalite virótica evoluiu para um quadro de paralisia cerebral e o computador é o novo aliado no desenvolvimento da criança, que não teve a percepção alterada pela inflamação. Isso significa que, com o lápis, Camila consegue poucos avanços, já que a coordenação motora foi bastante comprometida. Mas, com o mouse adaptado, é capaz de escrever qualquer palavra ditada pela mãe. Como foram preservados alguns movimentos voluntários na mão direita, a menina e a mãe descobriram, no computador doado pelo Centro de Pesquisa e Extensão (Cepead) da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg), uma esperança para um futuro melhor na vida delas. “É um jeito de, quem sabe, ela até arrumar um emprego”, diz a mãe. Para escrever, Camila usa um software doado pelo Hospital Sarah Kubitschek, onde faz tratamento. “Ela também brinca com um jogo de memória e tira de letra”, conta Cristiane.

ESCOLAS RECEBEM ALUNOS COM DEFICIÊNCIA

As Escolas Municipais de Varginha trabalham desde 2005 na organização do atendimento às pessoas com deficiência. Preocupadas com os alunos que já frequentavam nossas escolas e que pouco lhes era oferecido dentro das instituições escolares.
Os primeiros passos foram dados por comissões organizadas por gestores, professores e coordenadores de planejamento que assumiram, em parceria com instituições privadas e conveniadas, o desafio da inclusão.
Mais de 400 crianças estão sendo atendidas hoje pelo serviço do Atendimento Educacional Especializado. Este foi oferecido através de profissionais capacitados na área e que tiveram como tarefa organizar este serviço a partir de 2007.
Progressivamente todas as escolas receberam o AEE inclusive escolas rurais. A primeira escola a dar o pontapé inicial neste tipo de oferta foi a Escola Municipal Professora Helena Reis. A escola iniciou o Atendimento aos alunos surdos e cegos. Hoje a escola já atende várias especialidades como as deficiências intelectuais e deficiências físicas recebendo inclusive salas multifuncionais do Governo Federal.
Muito ainda há por fazer. O desafio é grande. Nada disso se dá da noite para o dia. Não há receitas exatas. Estamos construindo.
Mas o importante é fazer com que o trabalho cresça cada vez mais dando condições para o aluno, professores, escola como um todo, famílias... com o desejo de que cada um assuma seu papel com responsabilidade e compromisso.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Convenção da Onu e educação


A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, garantem monitoramento e cumprimento das obrigações do Estado.Foram assinados, sem reservas, em 30 de março de 2007, em um gesto de compromisso do governo brasileiro com a conquista histórica da sociedade mundial e, principalmente, com o desafio vencido pelos 24,5 milhões de brasileiras e brasileiros com deficiência.
No que diz respeito à educação o artigo 24 quer garantir aos estudantes condições de acesso à escolarização atendendo suas especificidades de modo que a instiuição se organize para o acolhimento destas pessoas a partir de estruturas físicas e humanas de qualidade.


No texto ratificado e assumido constitucionalmente encontram-se entre os princípios básicos: o respeito pela dignidade inerente, a independência da pessoa, inclusive a liberdade de fazer as próprias escolhas, e a autonomia individual, a não-discriminação, a plena e efetiva participação e inclusão na sociedade, o respeito pela diferença, a igualdade de oportunidades, a acessi­bilidade, a igualdade entre o homem e a mulher e o respeito pelas capacidades em desenvolvimento de crianças com deficiência.


A partir destes pressupostos contrariar os termos da convenção se constitui crime.


Porém mais do que impor através da lei, educadores, famílias e toda a sociedade precisam compreender a necessidade da vida solidária onde todos possam ter espaço.


As experiências do mundo no passado são prova de que tudo o que fazemos em prol da segregação, do separatismo, procurando padrões realmente não funciona. A visão social de isolamento para o bem é perversa e ninguém, ninguém mesmo a deseja para si. Então não há por que desejá-la para o outro.


A sociedade moderna precisa melhorar e crescer a partir da convivência, da tolerância, do entendimento assumir a cultura de todos e não de alguns privilegiados. Pois hoje pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si mesmo.